domingo, 6 de julho de 2008

Angustia

Reviro-me toda
Procuro aconchego
- Que nada!
A insensatez dos meus movimentos
revelam a angustia de um tédio maquiado.
Sorrisos quase que forçados
ajudam a exalar uma dor que não se sabe...
Nem sei se é madrugada
e eu reviro a cama tentando dormir;
Nem sei se é dia feito
e eu reviro o espíri
to vasculhando a vida.
Brigo com o tédio,
Mas insisto ser ele a felicidade para minha existência
Basta adequar-me... Assim creio!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Felicidade...onde estás que não responde?

Querer bater asas e não poder...
Eis a frustração comum a homens e passáros.
Diante da falta de nutrientes e sentidos
Todos, em algum momento, almejam voar!
Ir para uma terra sem males e dores.
Ou tão somente voar para conhecer os céus e a liberdade.
Mas, para tanto, é preciso romper
E não somos bons em rupturas.
Laços costumam pesar o infinito.
Talvez por isso quase sempre voemos esperando colocar os pés no chão. Me dói o peito ao lembrar a história de um homem que dedicou seus cabelos brancos em prol de laços que aos poucos se fragilizaram e partiram pelo desrespeito e ausência de consideração. Demorou, mas este homem finalmente percebeu a miséria que a sua própria vida representava. Tantas conquistas e realizações e de repente tudo perdera a razão de ser. Não havia mais com quem passear, conversar, compartilhar, sonhar... A companheira era uma desconhecida muda e suas antigas crianças, como todos os outros adultos estavam ocupados demais para se importar. Todas as coisas pelas quais ele havia lutado, agora, eram uma imensidão de nada. A realidade da vida enfim se mostrou por completa àquele senhor sonhador. Quem lhe roubara a reciprocidade afetiva? Como tudo chegou neste ponto?
Naquele momento, o homem que perdera suas bases de sustentação, por mais que quisesse, já não sabia voar. Por certo, as asas estavam ali, em algum lugar. O que não havia era coragem para romper e recomeçar toda a busca por felicidade. A felicidade que até então era o lar e o lar que se tornou estranho e hostil a este ser tão tristonho, perdido no devir da vida. O pior: depois do desabafo, tudo continuaria da mesma forma. Sem razões e final feliz.
Aquele homem realmente desejara encontrar novo fôlego e voar o mais alto possível, pelo menos por mais uma vez. Porém não se sentia em condições...e nem poderia. Os laços quando não fortificam a beleza que há na vida se encarregam de prender, descolorir e matar. Era justamente isso que acontecia com aquele homem...morria aos poucos, uma morte silenciosa e melancólica. Por tudo isso, me pergunto: quantos não estarão morrendo neste mesmo instante e com os mesmos sintomas? Querer bater asas e não poder... Será isso que me reserva o fututo?